A Diana tinha dois problemas. O primeiro era que o primeiro filho, de 12 anos, não estudava tanto quanto ela gostaria. Perguntei-lhe, numa escala, o quão bem ele estava e ela respondeu 6 ou 7. Ele fazia os trabalhos-de-casa? Sim. Mas, de facto, para entrar para uma escola de topo ele precisava de melhores resultados, e então a pressão começava a sentir-se. Primeiro, respondi do meu próprio território - as minhas crenças centradas nos pais sobre o crescimento dos filhos, as minhas crenças sobre a importância do equilíbrio na vida da criança, e os meus valores sobre os resultados académicos não serem sempre o objetivo principal. Isto foi importante, deixar a minha própria posição bem explícita, preencher quaisquer fronteiras de diferença, e descobrir onde e como a minha vontade de apoio (e as limitações deste) poderia encontrar-se com a posição dela. Ela estava em conflito, tinha lido muitos livros de educação parental, e tentava criar algum espaço para ele, mas estava preocupada com o seu futuro e não sabia efetivamente como o motivar. Então, a minha proposta foi a seguinte: ela sentava-se com ele, dizendo-lhe o que era importante para ela no seu crescimento. Depois, ela imaginava o cenário que ele enfrentava - uma escola e sociedade altamente competitivas, que requeriam certas notas para a entrar em determinadas instituições. Ela deveria mapear as distintas instituições, os requisitos, e as vantagens e desvantagens de frequentar estas. Depois deveria apoiá-lo a decidir quais eram os seus objetivos, onde ele queria acabar, e o que ele precisava de fazer para que isso acontecesse. Desta forma, ela poderia ser completamente autêntica, enquanto ao mesmo o apoiava a encontrar o seu próprio campo. A sua vontade e desejo de o apoiar podiam então ser dirigidas de uma forma que sustentasse as suas escolhas, em vez de escolher por ele. O seu segundo problema era em relação ao seu marido. Ele podia vir para casa, beber uma cerveja, ler o jornal, escrever no seu blog, e ignorar completamente tanto ela como o filho. Obviamente, ela estava descontente com esta situação, mas não encontrava forma de dar a volta. A respeito de outras coisas, ele participava na vida familiar, planeava passeios em família, dispendia tempo com a família nestes, e frequentemente cozinhava refeições. Nunca tinha sido um grande comunicador, então não era nada de novo. Era claro para mim que incomodá-lo, exigir dele, ou mesmo sugerir que ela tivesse alguma comunicação autêntica não iria ser eficaz. Perguntei-lhe sobre o blog dele. Ela disse que era muito articulado, divertido e que ele incluia imagens com comentários interessantes. Ela apenas desejava que ele conseguisse falar assim com ela. A direção estava clara para mim. Ela não ia mudá-lo, mas podia juntar-se a ele. Perguntei-lhe se ele tinha um ipad. Ela disse que lho tinha escondido. Instruí que lhe desse imediatamente o ipad, mas que comprasse um para ela. Assim, ela podia comunicar com ele por escrito. Podia responder no seu blog (ele respondia às pessoas que faziam isso), podia mandar-lhe apontamentos, cartas, pequenos recortes. Enquanto ele estava sentado com o jornal, ela podia enviar-lhe comentários. Ela podia escrever cartas, imprimi-las, enviá-las por email, ou colocá-las sob a almofada dele. Desta forma, eu estava a utilizar o que estava disponível. Isto não era trabalhar as suas dinâmicas intrapsíquicas, e eu recusava-me a reforçar a sua noção de que havia algo de errado com ela por ele não lhe prestar atenção. Contrariamente, procurei por onde estavam os recursos, e de que forma ela podia criativamente estabelecer contato com ele para que encontrassem um caminho para sair da estrutura fechada do seu relacionamento.
Publicado por Steve Vinay Gunther em July 26, 2025